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Um dia comum na Holanda tem…5 milhões de pessoas pedalando!

Quantos ciclistas pedalam na Holanda diariamente? Pasme!

Não é novidade para ninguém que a Holanda [e não só Amsterdã, que na verdade é uma das cidades com menos bicicletas do país] é provavelmente o país mais ciclável do mundo, ao lado da Dinamarca. Sem dúvida, existem inúmeras cidades mundo afora que têm mais ciclistas que esses dois países, proporcionalmente, mas aqui o objetivo é mostrar alguns dos impressionantes dados holandeses

Abaixo, apresento alguns dados, mas antes é bom deixar claro que os holandês são altamente orgulhosos de suas infraestruturas cicláveis que dão ‘inveja’ em pessoas que usam a bicicleta como modo de transporte em qualquer lugar do planeta. Entretanto, não são os km de ciclovias, ciclofaixas, zonas compartilhadas, a quantidade de pontes ou paraciclos implementados para facilitar a vida de quem optou pela magrela que impressionam (muito). Para mim, os dados relativos aos deslocamentos diários por bicicleta é que espantam, impressionam e, de fato, causam, à primeira vista, um legítimo “puts!”.

Bom…Comecemos um dia de trabalho qualquer na Holanda.

8h

750.00 deslocamentos são feitos para, majoritariamente, ir ao trabalho.

8h30min

A maior parte das crianças vão para a aula de bicicleta e isso quer dizer (!!!!) 1.2 milhoes de deslocamentos a mais feitos de bicicleta. Imagine as cenas…Ilustro abaixo.

9h

As pessoas que trabalham até mais tarde chegaram ao trabalho e, junto às crianças e quem saiu mais cedo, somam 2.5 milhões de deslocamentos já feitos.

Meio dia

Por algumas razões (praticidade, velocidade, logística urbana, ida ao médico, à padaria, à prefeitura resolver burocracias, etc), a bicicleta é muito utilizada entre os horários de pico. Nesse caso, de 9h ao meio dia. Agora, soma-se mais 2.5 milhões de deslocamentos. Chegamos a nada menos que 5 milhões, então. Calma…tem mais.

13h

Mais 1.5 milhões de deslocamentos são feitos pelos estudantes para voltarem de suas escolas e almoçarem em casa. Chegamos a 6.5 milhões e à metade do dia.

14h

Nesse instante do dia, mais 1.2 milhões de deslocamentos estão sendo feitos. A razão? As mesmas que levam milhões de pedestres, motociclistas e motoristas às ruas de nossas cidades no Brasil: rotinas…cotidiano…vida urbana.

16h

O sino da escola toca e as crianças começam a fazer o caminho de volta para suas casas, para casa dos amigos, para uma ‘escolinha de esportes’, curso de alemão ou seja lá onde for. Nas duas últimas horas (desde 14h), mais 2.5 milhões de deslocamentos foram feitos em cima de bicicletas. Ok. Chegamos a mais de 10 milhões e o dia ainda não acabou.

17h

Horário de pico é horário de pico no Brasil, no Japão, na Indonésia e, claro, na Holanda. Pessoas saem de seus trabalhos para fazerem compras, irem para casa, cinema, bar, restaurante e para todo canto que nós, meros mortais, vamos. Mais 1.2 milhões de deslocamentos. Aí…aí..aí..Não tem fim!

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18h

Nesse momento do dia, boa parte das pessoas já está em casa, pela ausência de engarrafamentos de centenas de milhares de carros nos centros urbanos que entravam o transporte coletivo e pela existência de estrutura para ciclistas. Para elas chegarem até lá, mais 1.2 milhões de deslocamentos foram feitos.

Meia noite

Como em todo mundo, @s holandes@s têm vida social (e como!) e, como para o resto das tarefas, eles usam a bicicleta para aproveitar dos prazeres da noite holandesa. Sábia escolha, convenhamos. Durante as seis horas que passaram entre o fim do expediente (18h) e o início do novo dia (meia noite), mais 1.75 milhões de deslocamentos foram feitos Holanda afora pela galera que quer curtir a noite.

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Equação final:

5 milhões de pessoas que resolveram usar a bicicleta nesse dia e, juntas, superaram 14 milhões de deslocamentos diários com a magrela. Isso significa que cada pessoa, inclusive crianças (!) e idosos, fez quase três deslocamentos ao longo do dia com a bicicleta. 17 milhões de pessoas moram na Holanda. Logo, cerca de 20% das pessoas que moram no país usam a bicicleta diariamente.

Se aplicássemos a equação ao Brasil, seria como se 40 milhões de pessoas usassem a bicicleta diariamente. Chegaremos lá, não em breve, mas em algumas décadas, assim como foi na Holanda.

Bem-vind@ à Holanda!

Artigo traduzido e adaptado daqui.

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Conheça o RAMC – Ranking das Administrações Municipais Cicloamigas

A produção, coleta, sistematização e divulgação de dados relativos ao uso da bicicleta é um instrumento importante para a contribuir para o fomento deste modo de transporte. Cidades mundo afora que são referências no que tange à política pública da ciclomobilidade, via de regra, têm sólidas bases de dados sobre o uso da bicicleta, seja na gestão pública ou na sociedade civil.

Acreditando que esse é um bom caminho a ser seguido, a União de Ciclistas do Brasil – UCB está criando o RAMC – Ranking das Administrações Municipais Cicloamigas, um projeto que se iniciou em um dos grupos de trabalho da UCB.

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Através da criação e alimentação deste ranking, em âmbito nacional, a UCB acredita que será capaz de iniciar uma consolidação sobre algo que, de fato, ninguém sabe: como estão as administrações públicas no que tange à promoção do uso da bicicleta pelo país?

O grande o objetivo do RAMC é ter, anualmente, uma avaliação sobre as gestões municipais Brasil afora no que diz respeito a, inicialmente, 21 indicadores criados e/ou criados pela UCB no que diz respeito às ações voltadas para a promoção do uso da bicicleta e mais a frota e a população da cidade. Esses indicadores possuem pesos distintos e estão divididos em cinco áreas [Infraestrutura, Recursos Humanos, Planejamento, Promoção e Informação].

Boa parte dos indicadores contidos no RAMC foi criada a partir da análise, cruzamento e sistematização de vários dados municipais relativos à ciclomobilidade, cada qual com seu peso.

O projeto será executado de forma colaborativa, ou seja, contará com ciclistas e interessados na bicicleta como modo de transporte para alimentar a base de dados e dar mais relevância ao índice final que será consolidado quando a UCB tiver os dados de, pelo menos, uma cidade por estado.

No página do projeto, é possível encontrar a planilha com os indicadores a serem preenchidos e um modelo de carta a ser enviado às prefeituras para obter as informações. A UCB também recomenda que os cidadãos interessados em contribuir façam uso da Lei de Acesso à Informação para ter acesso ao dados. Uma observação: a planilha contém instruções de como preencher os dados.

Participe da execução do RAMC e saiba mais detalhes acessando o site: http://www.uniaodeciclistas.org.br/atuacao/ramc/. Com a sua colaboração, a UCB fará com que os brasileiros, ciclistas ou não, tenham mais conhecimento sobre como as gestões públicas estão se comportando quando o assunto é a bicicleta como modo de transporte.

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CycloCable, o único elevador de bicicletas do mundo!

Ok, talvez não seja o único elevador de bicicletas no mundo, como diz o site do desenvolvedor, mas certamente é um dos melhores!

Tem muita cidade do Brasil que merecia um desses, não? Uma solução simples, barata e extremamente útil para quem tem que cruzar ladeiras ao longo dos seus trajetos sem fazer muito esforço.

Em Brubakken Hill, um bairro da cidade de Trondheim, na Noruega, os habitantes não têm problemas para subir uma das ladeiras da cidade desde 1993! Por quê? Eles implantaram o o Trampe, um elevador de bicicletas que permite você subir ladeiras sem descer da bicicleta. Basta colocar o pé numa plataforma e ele fará o resto por você. Até seis pessoas podem utilizá-lo ao mesmo tempo.

Está de patinete? Com carrinho de bebê? De skate? Também rola!

Sua cidade precisa de um assim?

Vídeo em inglês, mas as imagens são suficiente para entendê-lo. =)

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La Patrimoine – Onde a bicicleta liga o presente ao passado

Antes mesmo de contar como foi o passeio, vamos descrever em linhas gerais do que se trata… La Patrimoine é um passeio ciclístico anual que acontece todo mês de setembro desde o ano 2010 nos arredores da capital francesa. Ele reúne ciclistas apaixonados por bicicletas antigas que gostam de trocar experiências, pedalar em conjunto, conversar fiado e, ao final disso, comer bem e tomar uma cerveja artesanal e local. Os organizadores se inspiraram no evento italiano l’Eroica que reúne apaixonados por bicicletas vintage e competidores profissionais e semi-profissionais. Em 2014 rolou a 4ª edição, tivemos o prazer de estar presentes e vamos compartilhar um pouco dessa incrível experiência.

A ida

5:30 – toca o despertador. Hora de acordar e se arrumar para o tão esperado passeio. “Mineiro não perde o trem”: como ficamos com medo de atrasarmos e perdermos a largada, saímos de casa bem cedinho. Pedalamos até a Gare Saint Lazare, uma grande estação de trem na região central de Paris. Ali pegamos um RER (tipo de trem) para a cidade de Tournan en Brie, cidade próxima a Favières, onde aconteceria o evento.

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Foto: Guilherme Tampieri

Ao chegarmos à estação, compramos as passagens e descemos as escadas com as bicicletas até a plataforma do trem. Em poucos minutos foram chegando vários ciclistas com trajes antigos de competidores, penteados elaborados, bigodes enormes, e, como não poderia ser diferente, bicicletas vintage. Embora não fosse obrigado, todos estavam vestidos à caráter para o passeio. Trocamos ideias, fizemos novas amizades, contamos casos e particularidades sobre nossas bicicletas e falamos um pouco de Brasil. Embarcamos. Éramos mais de vinte ciclistas espalhados pelo trem. Apenas no nosso vagão, havia mais de dez e uma criança – Ferdinand, simpático e tímido. Colocamos as bicicletas facilmente, uma apoiando a outra para não cair. A viagem durou aproximadamente uma hora. Pedalamos mais três quilômetros até Favières, onde estavam concentrados os demais ciclistas.

O passeio

Há dois percursos no La Patrimoine: um grande, de cerca de sessenta e sete quilômetros e um pequeno, de vinte quilômetros. Escolhemos o pequeno, pois não sabíamos como andava nossa resistência e estávamos estreando nossas bicicletas novas, que não são  tão novinhas assim (décadas de 70 e 80).

Ao chegarmos na concentração, fizemos o registro e pegamos nosso kit: bolsinha de pano contendo uma placa de identificação para colocar na bicicleta e uma ficha com espaço para carimbar durante as etapas do percurso.

Como dissemos previamente, a inscrição custou 16 euros por pessoa e nos deu direito ao kit mencionado, ao cafezinho antes da pedalada, a um lanchinho no trajeto (pitstop), a um aperitivo e petiscos depois do passeio e um almoço completo (sem opção específica para vegetarianos, mas podemos comer bem).

O percurso de vinte quilômetros foi tranquilo e agradável. O dia estava lindo, ensolarado e a brisa fresca. O trajeto não possui grandes subidas, o que permite iniciantes e crianças pedalarem sem dificuldades – e foi o caso. As paisagens eram maravilhosas. Cruzamos por vários grupos de ciclistas que estavam treinando em pelotões de 10, 20, 30 pessoas. Embora a maior parte do trajeto tenha sido em uma avenida ou “BR”, os motoristas, em sua totalidade, respeitavam as pessoas que estavam nestas vias com suas bicicletas.

No caminho, paramos em uma feira de antiguidades ao lado de uma igreja medieval e fizemos um lanchinho no pitstop. Os participantes podiam sair, dar uma volta na feira e voltar para o grupo. Durante a parada, os ciclistas, que em sua maioria ja se conheciam, aproveitam o momentos para bater papo e colocar em dia as conversas.

Após um percurso cíclico, chegamos no local da concentração e aproveitamos o aperitivo. Almoçamos logo em seguida em grandes mesas de refeitório. Foi interessante essa disposição das mesas, pois assim, todos comem juntos, as pessoas que não se conhecem sentam perto umas das outras, fazem contatos, trocam ideias e fazem novas amizades.

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Foto: Renata Aiala

O concurso e o sorteio de brindes

Depois do almoço houve a entrega dos prêmios para os ciclistas que mais capricharam no visual e que possuíam as bicicletas mais bonitas. Foi um momento muito agradável, de muita brincadeira, zueira, risadas e muita animação. Todo mundo ansioso e curioso na entrega dos prêmios e mais ainda no momento do sorteio. As crianças que participaram ganharam um boné de ciclista. Foi muito legal ver esse estímulo à quem está começando a vida e as pedaladas. Ao fina, o sorteio de uma Peugeot vermelha, toda original, da década de 60. Linda.

A volta

Tivemos de um dia muito agradável e feliz, mas era hora de voltar para casa. Depois de muita farra, o grupo foi se dissolvendo pouco a pouco. Entramos em um bonde que estava voltando para a estação em Tournan en Brie para pegarmos o trem de volta para Paris.  Como na ida, o trem estava cheio de ciclistas cansados depois de um dia de pedal, festa e vivência coletiva. Como não poderia ser diferente, o trajeto de trem, na volta, também durou uma hora mais ou menos. Chegamos em Paris, na estação Saint Lazare, e pedalamos de volta para casa.

Obs: na França, a maior parte dos trens intermunicipais e internacionais aceitam bicicletas. As condições para cada tipo de trem é diferente, mas, via de regra, a magrela pode lhe acompanhar na viagem sem o menor risco de ter um câmbio, pedal, guidão ou outra parte danificada.

Saiba mais acessando o Facebook. Mais fotos podem ser vistas no Flickr e no Google +.

Esse texto é assinado por Guilherme Tampieri e Renata Aiala.

Texto originalmente postado em http://bikeelegal.com/noticia/1609/la-patrimoine-%E2%80%93-onde-a-bicicleta-liga-o-presente-ao-passado.

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Mais rodovias…exclusivas para bicicletas!

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Isso é uma rodovia com canteiro central verdinho? Não!

Isso é uma nova avenida numa cidade qualquer? Não!

Isso é uma autorrota (rodovia) europeia…EXCLUSIVA para bicicletas!

Para promover mais ainda o ciclismo, os belgas resolveram criar três VÉLOTOROUTES que terão, juntas, um total 600 km sem obstáculos! O nome vem da soma de “vélo” (bicicleta ) e autoroutes (rodovias).

A previsão é que em 2018 elas já estejam funcionado.

PS: estima-se que a velocidade média será de 30km/h.

Fonte: blog.velib.paris.fr/

*texto também publicado no Facebook do Bike Anjo.

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