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Paris de bicicleta: como pedalar com segurança

Texto originalmente postado em Conexão Paris.

Pedalar pode ser um ato político, uma forma de se exercitar, uma atividade preventiva a doenças, um esporte, um lazer, uma escolha para se deslocar, uma maneira agradável de conhecer novos lugares, entre outras inúmeras possibilidades prazerosas, saudáveis, limpas e econômicas.

Conhecer uma cidade pedalando é uma das mais inteligentes e deliciosas experiências que uma pessoa pode ter. Em Paris não é diferente. Em cima de uma bicicleta, explorar as lindas ruas, pontes, os 20 arrondissements, conhecer a Torre Eiffel, a parte externa do Louvre, a Champs-Élysées, ir a bares e restaurantes e todos os outros belos e interessantes símbolos da cidade, é uma aventura prazerosa, agradável e marcante.

Como no Brasil, as cidades francesas, incluindo Paris, possuem regras específicas para quem quiser pedalar. São simples, mas precisam ser seguidas para sua pedalada não se tornar um problema e/ou uma multa de algumas dezenas de euros.

Antes de falar sobre as sinalizações e dar dicas de como pedalar pela Cidade Luz, seguem algumas informações que lhe situarão sobre como Paris está com relação ao incentivo do uso da bicicleta.

A última atualização oficial, de 2013, apontou que a cidade possuía mais de 730 kms de vias para ciclistas divididas entre ciclovias na rua e na calçada, pistas compartilhadas com ônibus com velocidade limitada para garantir a segurança do ciclista e o duplo sentido ciclável. Minha experiência de pedalar por Paris todos os dias me deixa afirmar que, via de regra, os motoristas de ônibus são bastante corteses com os ciclistas, especialmente com os que usam o Vélib’.

Você deve estar se perguntando: o que é duplo sentido ciclável? Os chamados “doubles sens cyclabes” são ruas nas quais é permitido somente ao ciclista trafegar no contrafluxo. Onde existe tal permissão, a sinalização é feita por placas e pinturas nas ruas.. Há também as placas que regulamentam o avanço do sinal vermelho somente para ciclistas, como a foto abaixo. Quando encontrar essa placa, repare o sentido da seta, veja se está vindo algum outro veículo e siga seu percurso.

Exemplo de sinalização para ciclistas em Paris

O Vélib’

Vélib’ é o nome do sistema de bicicletas compartilhadas de Paris. Ele é reconhecidamente um dos melhores sistemas do mundo e possui cerca de 1.600 estações e quase 20.000 bicicletas espalhadas por Paris e na periferia da cidade.

Com 1,70 euros, você pode ter acesso ao sistema por um dia. A tarifa para uma semana é de 8 euros. Para o passe anual, é interessante consultar o site do sistema.  Com esse passe, você pode usar, com limite de tempo de 30 a 45 minutos, quantas vezes quiser o sistema ao longo do dia/semana/ano. Após os 30 minutos, você precisa depositar a bicicleta numa estação, esperar alguns minutos (cerca de três) e pegar novamente.

Vélib, as biciletas para aluguel da Prefeitura de Paris

O maior desafio de pedalar em uma nova cidade é a falta de conhecimento sobre o território e o trânsito da cidade: onde virar, quando seguir, onde parar, quais placas são para o ciclista, como os motoristas e motociclistas se comportam, quais as regras e etc.

Saber quais sinalizações são dedicadas aos ciclistas é um bom instrumento para se pedalar com mais segurança. Abaixo estão as sinalizações básicas que o ciclista precisa saber para pedalar em Paris ciente das regras básicas. Ao contrário do Brasil, em Paris a sinalização proibitiva aos ciclistas está em vermelho e a permissiva em azul.

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Indica que o local é uma pista ciclável (piste ou bande) aconselhada e reservada às bicicletas* e proibida aos motoristas e pedestres de transitar e parar.

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Fim da pista ciclável indicada acima.

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Direção aconselhada às bicicletas.

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Ao contrário do Brasil, essa placa quer dizer “Acesso interditado às bicicletas”.

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Circulação proibida para todos os tipos de veículos.

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Via reservada à circulação de transportes coletivos e bicicleta. Sem essas placas, a circulação dos ciclistas é proibida nas pistas dos ônibus.

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Indica que o local é uma via ciclável (piste ou bande) obrigatória para as bicicletas.

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Fim da pista indicada na placa acima.

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Contrafluxo (duplo sentido) permitido aos ciclistas.

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Proibido ir no contrafluxo, exceto o ciclistas. Observação: em Paris, cada dia mais há essas placas que permitem as ciclistas circular onde é contramão aos demais veículos. Andar nessas contramãos ajudam a encurtar o caminho.

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Esse símbolo é da Zone de Rencontre. Essas zonas são ruas ou conjunto de ruas que têm por objetivo dar segurança e prioridade a quem anda a pé e de bicicleta e fazem parte de uma nova legislação francesa. Nelas, os pedestres podem circular sobre a rua e têm a prioridade sobre todos os veículos (incluindo a bicicleta), à exceção do tramway.As bicicletas podem circular nos dois sensos nessas zonas. Há também as Zone 30, ou Zonas 30, que têm objetivo similar à Zone de Rencontre, mas com limite máximo de 30km/h.

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Fim da Zone de Rencontre.

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Placa que informa ao ciclista a kilometragem restante para determinados locais da cidade. Com elas, você pode se orientar para ir ao ponto X ou Y.

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Rota reservada exclusivamente para a circulação de pedestres, bicicletas, patinetes, skates e pessoas à cavalo.

* na lei, o termo correto é ciclos, ou seja, as bicicletas de duas ou três rodas e não os ciclistas.

Cinco observações:

  1. Você pode chegar em todos os pontos turísticos da cidade pedalando!
  2. Cerca de ⅓ das ruas de Paris possuem velocidade máxima de 20km/h ou 30km/h. Isso lhe dará segurança para pedalar por elas e lhe fará compreender a importância de compartilhar a rua com os demais usuários (motoristas, motociclistas e etc).
  3. Planeje bem a sua rota antes de sair para garantir que chegará no tempo que você precisa e quer.
  4. Se for a primeira vez que você pedala em Paris, aceite o fato de que você irá se perder, mas não se preocupe. Há lugares lindos na cidade que você não planejava visitar e no desvio do roteiro você poderá encontrá-los. Além disso, se perder pelas ruas de Paris é uma delícia e há estações do Vélib’ (se for o caso) por toda a cidade e também mapas nos pontos de ônibus e nas estações de metrô para você consultar.
  5. Na França, é permitido a carros e motos fazerem cruzamentos que nós brasileiros não vemos nas cidades do Brasil. Fique atento!

Descobrir uma cidade de bicicleta faz você ter uma perspectiva única e apaixonante sobre aquele local e sobre você mesmo. É possível que, a partir do momento em que você viver essa experiência, você se apaixonará pelo que chamamos de cicloturismo.

E que tal aprender a pedalar ou praticar um pouco antes de vir para Paris? 

No Brasil, pessoas têm se mobilizado e organizado para tornar o país tão agradável para quem quiser pedalar quanto cidades referência mundo afora. Um bom exemplo é a Rede Bike Anjo. Formada por mais de 1200 pessoas em 200 cidades, os bike anjos têm feito um serviço incrível à sociedade. Em todo o território nacional, eles têm ensinado pessoas a pedalar e estimulado, com segurança, novos ciclistas a usarem a bicicleta como modo de transporte nas ruas brasileiras.
Caso você queira pedalar em sua cidade antes de vir para Paris, chame um bike anjo:http://bikeanjo.org/. O trabalho dos anjos e anjas é gratuito, estimulante e apaixonante!

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Agora é oficial! Um presente para BH: um Parque Ecológico para se pedalar

Em dezembro de 2014, esse blog deu uma notícia sobre a abertura do Parque Ecológico da Pampulha para entrada de bicicletas particulares! Agora é oficial! No último dia 28 de fevereiro, a prefeitura de Belo Horizonte anunciou a liberação da entrada de bicicletas particulares no Parque Ecológico da Pampulha!

Leia o post completo também no Bike é Legal.

Caso você queira contribuir para a abertura dos demais parques da cidade, assine a petição online da BH em Ciclo – Associação dos Ciclistasr Urbanos de Belo Horizonte, disponível no link: http://goo.gl/Z5btdO.

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Vá de bicicleta e ganhe até 55 euros por mês

Todo início de mudanças que pretende alterar um modelo social precisa de incentivos constantes e em várias esferas e etapas. No caso das cidades, que têm sido moldadas para os deslocamentos em veículos motorizados e com rodas nos últimos 60 anos, os estímulos para transformá-las em lugares mais justos, democráticos e sustentáveis podem ser individuais e coletivos, políticos, sociais, fiscais, monetários e/ou econômicos. Ou seja, para termos cidades para e de pessoas, é preciso ter políticas, programas, campanhas e ações intersetoriais para tal.

Tendo como premissa que o estímulo econômico é um entre os vários bons caminhos para colaborar com a mudança do modelo urbano de Ilê de France, onde está a Região Metropolitana de Paris, em junho de 2014, o governo local e algumas empresas iniciaram um processo experimental para incentivar pessoas a irem de bicicleta para o trabalho. Como? Pagando elas para fazer isso.

A experiência francesa de pagar para ir ao trabalho de bicicleta

Em 2013, um grupo interministerial para o desenvolvimento do uso da bicicleta realizou uma pesquisa sobre as questões e os impactos da implementação desta medida. O estudo demonstrou viabilidade econômica e seus impactos diretos. Em junho de 2014, para colocar em prática estes resultados, os responsáveis pela pesquisa se juntaram a 18 empresas voluntárias que empregam mais de 10000 pessoas. O experimento durou até o final de novembro do mesmo ano e permitiu colocar em números os impactos constados em um documento síntese. Até o final do primeiro trimestre do presente ano, um estudo mais completo será divulgado pela organização da iniciativa.

No último dia 23 de janeiro, a Ademe (Agence de l’Environnement et de la Maitrise de l’Energie) lançou o primeiro balanço do processo. De pronto, o primeiro resultado foi dobrar o número de pessoas usando a bicicleta nas 18 empresas voluntárias que participam dessa iniciativa. Inicialmente, 2,1% das pessoas dessas organizações iam de bicicleta para o trabalho.

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Em Paris, apenas 3% das pessoas usam bicicleta. A meta da prefeitura é chegar em 15% em 2020.

Metodologia

Os resultados da pesquisa foram baseados em duas enquetes realizadas com os funcionários das empresas. Algumas organizações não responderam às enquetes e por isso os resultados delas não constam no relatório apresentado pela ADEME.

Para nivelar os ganhos, estabeleceram os limites dos valores que os funcionários poderiam receber. Esses valores ficaram entre 30 e 55 euros. Todavia, duas empresas não estabeleceram esse teto.

As organizações ficaram responsáveis por dar 25 centimes (‘centavos de euro’) para cada quilômetro rodado de bicicleta por trabalhador (nos deslocamentos casa-trabalho). Dos mais de 10.000 funcionários dessas empresas, 391 aderiram à campanha apelidada de IKV (l’indemnité kilométrique vélo) e 380 receberam algum benefício.

Para os trabalhadores, esse benefício não era cumulativo ao valor recebido para o deslocamento com transporte coletivo. Caso a pessoa utilizasse bicicleta + transporte coletivo, ela receberia ambos os benefícios, guardadas as proporcionalidades. Todavia, os empregados que usassem bicicletas compartilhadas (Velib’) não teriam direito a receber os 25 centimes. Entretanto, para esse tipo de serviço, os funcionários já têm um tipo de benefício específico.

Os impactos

O primeiro impacto percebido foi multiplicar por dois o número de pessoas que se afirmavam como ciclistas. Inicialmente, eram 200 pessoas. Ao final da pesquisa, eram 419. Você deve estar imaginando “como 419 se 319 pessoas se dispuseram a participar do IKV?”. Os 419 correspondem aos novos ciclistas e a quem, antes da pesquisa, já utilizava a bicicleta para ir ao trabalho e que não quis participar do IKV (39 pessoas). Esse valor corresponde a um aumento de 110%.

Antes da pesquisa, cerca de 2% das pessoas faziam o deslocamento para o trabalho de bicicleta. Após a pesquisa, esse valor subiu para 3,6%. Esse aumento corresponde a 70%.

PS: acima, existem dois dados diferentes. O primeiro diz respeito às pessoas que se consideravam ciclistas declarados. O segundo ao percentual de pessoas que iam de bicicleta para o trabalho.

As pesquisas conseguiram identificar três níveis de prática

  1. os ciclistas regulares que já praticavam antes de aderir ao IKV (pedalam regularmente por cerca de 18 dias por mês);
  2. os ciclistas regulares que não participaram do IKV (pedalam cerca de 16 dias por mês);
  3. novos ciclistas (pedalaram cerca de 11 dias por mês).

Grande parte dos novos ciclistas usavam o transporte coletivo (54%) e uma menor parte o carro (19%). Em sua página 8, o relatório do processo afirma que o IKV tem baixo potencial de fazer as pessoas migrarem do carro para a bicicleta. No entanto, a primeira das duas enquetes aplicadas mostrou um grande interesse de motoristas em se engajar nessa iniciativa (200 das 550 pessoas que mostraram interesse inicial em participar do IVK eram motoristas). O relatório constata que o período de experimentação foi muito curto e que o interesse financeiro foi insuficiente para poder realmente influenciar os motoristas.

O perfil dos interessados em participar da experiência foi traçado. A idade dos participantes era de 35 a 55 anos, sendo 60% homens e 40% mulheres.

O documento publicado no último dia 23 também demonstra as razões para a não utilização da bicicleta. A primeira delas entre os novos e os antigos ciclistas é a meteorologia, seguida por outras.

Os impactos positivos também foram elencados. Entre os novos ciclistas, a melhora na saúde veio em primeiro lugar. Para os ciclistas antigos, a prática e a velocidade são os pontos altos do uso da bicicleta.

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O Velib’, sistema de bicicletas compartilhas da região de Ilê de France, está sendo expandido para a periferia para ajudar na diminuição do uso do carro na Região metropolitana de Paris

Conclusão

O estudo, que ainda será completado com resultados de uma pesquisa mais profunda, conseguiu identificar que a maior vantagem vista pelo uso da bicicleta está na saúde de quem optou em ir trabalhar com esse modo de transporte. Além disso, ele deixou vários pontos de interrogação no ar. Um exemplo disso é a dúvida gerada sobre a eficácia dessa iniciativa econômica em fazer as pessoas optarem pela bicicleta e não pelo automóvel.

Essa iniciativa vai ao encontro e serve de subsídio empírico para o projeto de lei francês que está em tramitação e tem como uma de suas políticas pagar para quem usar bicicleta ‘comum’ ou elétrica.

A síntese pode ser encontrada (em francês) no link: http://goo.gl/NW8Bg7.

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Um presente para BH: um parque para se pedalar

No início de 2015, a prefeitura de Belo Horizonte dará um singelo, mas representativo, presente aos ciclistas da cidade: a liberação para se pedalar no Parque Ecológico da Pampulha!

Pedalar em parques uma maneira agradável de os conhecer, fazer atividade física, cuidar da saúde, socializar e interagir com um pedaço da cidade, com o espaço público. No entanto, jovens, adultos e idosos foram privados desse prazer em Belo Horizonte, com a proibição do uso da bicicleta nos parques da cidade que já data de longo tempo.

A Portaria nº 11, de 1 de junho de 2004, dispõe sobre as regras para utilização do Parque Ecológico Francisco Lins do Rego. Em 2011, a Lei 10.285, que permite apenas bicicletas de aro 12,14 e 16  em todos os parques da cidade e proíbe as demais, foi sancionada. Em 2013, a Portaria municipal nº 0023/2013 concentrou todas as normativas concernente aos parques municipais administrados pela Fundação Municipal de Parques [FMP]. Coincidentemente ou não, no artigo 4º de ambas as portarias está contida, entre outras, a proibição do uso das bicicletas.

Um parêntese importante: em BH, há parques geridos pela FMP e outros pela Fundação Zoo-Botânica (FZB-BH). Ambas regulamentam as regras dos Parques como acharem melhor, para bem ou para mal.

Um dos parques administrados pela Zoo-Botãnica é o Parque Ecológico da Pampulha [PEP], que possui uma ciclovia interna e há alguns anos empresta bicicletas para circulação interna.

No 1º semestre de 2013, um coletivo de ciclistas chamado Bike Anjo BH se reuniu com a diretoria do PEP para combinar uma atividade conjunta dentro do Parque. Na ocasião, os dois integrantes do Bike Anjo presentes colocaram apenas uma condição para realizarem a ação: que o Parque, no dia 30 de maio [dia da atividade], fosse aberto para toda e qualquer pessoa que quisesse pedalar lá dentro com sua própria bicicleta.

Condição aceita, foram realizadas campanhas de divulgação nas redes sociais e, no dia do evento, houve distribuição de panfletos na orla da Lagoa da Pampulha convidando os ciclistas a pedalarem no PEP.

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Com algum estranhamento e timidez à possibilidade de pedalar dentro do PEP, dezenas de pessoas e nós, bike anjos, desfrutamos daquele dia. Nenhum problema. Pelo contrário, iniciava-se a busca por uma solução. Numa matéria sobre o evento, o Bike Anjo afirmou: “Essa pode ter sido a porta de entrada para que todos os parques abram suas portas para as bicicletas/patins e skate. Para a humanização”.

De lá para cá, foram realizadas mais seis atividades do Bike Anjo no PEP, inclusive na Virada Cultural, sempre com a mesma condição: que as pessoas possam pedalar com suas bicicletas dentro do parque. 263350_4616929476076_393271483_n

No início de 2015, um ano e meio depois daquele 30 de maio, a prefeitura, através da administração do PEP, divulgará uma nova portaria que alterará o regulamento do Parque Ecológico da Pampulha. Nela, após anos de proibição, estará contida a permissão para acessar o PEP com qualquer bicicleta e em qualquer dia.

Mais uma boa pedalada rumo a estimular a abertura completa e geral dos parques da cidade para o uso de bicicleta, patins, skate e patinete e para tornar Belo Horizonte uma cidade mais amiga do ciclista.

O relato e as fotos do evento do dia 30/05/2013 podem ser encontrados aqui.

Caso você queira contribuir para a abertura dos demais parques da cidade, assinea petição online da BH em Ciclo – Associação dos Ciclistasr Urbanos de Belo Horizonte, disponível no link: http://goo.gl/Z5btdO.

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