Arquivo da categoria: Criatividade

Feliz e orgulhoso de ser Muitas pela Cidade que Queremos

Desde agosto de 2015, integro as Muitas, um coletivo autônomo, horizontal e autogestionado de pessoas, movimentos e instituições que, lá atrás, se uniram para convergir muitas das quase infinitas lutas existentes em Belo Horizonte.

A alegria gerada no seio desta convergência de sorrisos, ideais e proposições democraticamente construídas tem me feito sentir um prazer enorme em continuar fazendo política em Belo Horizonte, depois de anos e anos perdendo o pouco que conquistamos até hoje na capital mineira.

Nesse espaço, que é dinâmico e está em expansão constante, nós, cidadãs e cidadãos, experimentamos a constituição de nossas personalidades individuais, institucionais e coletivas sendo construída socialmente e nos fazendo sermos seres humanos mais capacidades a nos expressar e agir no mundo. Em nossa BH. Na Cidade que Queremos.

Inspiradas pelo histórico das recentes lutas e vitórias municipais na Espanha, as Muitas resolveram ocupar as eleições de 2016 com pautas concretas, legítimas e relacionadas em sua essência com a Belo Horizonte que vivemos.

Apesar de termos nos filiado a partidos e estamos dispostos a participamos do processo eleitoral, jogando as regras dele, mas sem deixar de tentar subvertê-las, as Muitas vão além das estruturas burocráticas de um partido e da burguesia das regras eleitorais: as Muitas vão e estão em toda a cidade. Elas estão aí, nas ruas, independentes de partidos, na luta pela Cidade que Queremos.

Vem ser Muitas, vem! http://muitxs.org

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(mais) um Ted que vale a pena ver

Clarisse Linke, no TEDxRio, fala um pouco sobre como as cidades se tornaram esse espaço de ausências e exclusões e reflete sobre como, através do planejamento e do ideal, devemos trabalhar para mudar esse momento da ditadura do automóvel, que ainda tende a se expandir [e muito], que o Brasil se encontra.

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Cria-ti-cidade

Num processo que não cessa, as cidades são criadas, desconstruídas e recriadas diariamente e por vários atores sociais (poder público, cidadãos, sociedade civil organizada, grandes grupos empresariais e outros tantos).

As ruas, palcos vivos das cidades e seus artistas, são espaços onde a Criatividade costuma aflorar e dar vida a esses Conjuntos de Cinza, Concreto e Carros. Compreendendo que novas formas urbanas são fundamentais na garantia de um conjunto social autêntico, inovador e propositivo, Cidadãos Customizam esses Centros Cem Cor e reabrem às ruas à imaginação das pessoas.

Resultados: 

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Fonte e mais obras de arte: http://goo.gl/4oRkb7.

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Quanto mais PISEAGRAMA, melhor! PISE já!

Há algumas décadas, os governos decidiram pautar a construção das cidades pelo modelo rodoviarista, ou seja, modelo que prioriza a circulação de carros. Para tentar sustentar essa forma de desenvolvimento urbano, as cidades foram sendo redesenhadas e tomando a forma que elas têm hoje no Brasil: ruas cortando parques, áreas verdes e tudo o que for preciso, extensas e largas avenidas, anéis rodoviários, vias expressas, viadutos, trincheiras e todo tipo de obra que prevê a passagem dos motorizados.

Tudo isso, claro, causando degradação ambiental, desapropriação de milhares de cidadãos que tinham suas vidas estabelecidas e outros tantos problemas vindos desse tal progresso, que avança busca a expansão cotidianamente.

Como frear esse tipo de processo e iniciar um novo ciclo de desenvolvimento urbano?

Um bom instrumento é a informação de qualidade e o conhecimento por detrás dela. Tendo como base essa ferramenta, um grupo de cidadãos criou a PISEAGRAMA, uma revista que fala de espaços públicos consolidados, descontruídos, a serem explorados, imaginados, sonhados e co-realizados por pessoas em suas diversas possibilidades de organização social.

As publicações da revista misturam o passado, presente e futuro na busca por apresentar soluções práticas para a melhoria na qualidade de vida das nossas cidades, através do uso do bem comum e público, de instrumentos antissistêmicos, criativos e aplicáveis às nossas cidades.

A PISEAGRAMA foi uma das quatro revistas selecionadas no Edital Cultura e Pensamento, do Ministério da Cultura, e circulou por todo o Brasil em versão impressa e online. As edições que deram à revista a possibilidade de ser seleciada neste edital são: Acesso, Progresso, Recreio, Vizinhança, Descarte e Cultivo. Terminada a temporada dos seis primeiros números, a PISEAGRAMA está fazendo uma chamada ao financiamento colaborativo para continuar a abordar as questões do espaço público no Brasil.

Imagem: Piseagrama

Imagem: Piseagrama

Fonte: PISEAGRAMA

Porque você deveria apoiar a manutenção de uma revista?

A escassez de publicações no país que abordam o espaço público e façam discussões que extrapolam os limites políticos-partidários dos editorais ficou mais evidente no último ciclo eleitoral. Tendo o financiamento coletivo como pilar, é possível dar sustentabilidade financeira a projeto de forma a não depender de patrocinadores ‘ficha suja’. Com a nossa ajuda, também será possível ter mais quantidade da mesma qualidade.

Sendo bem sucedida no Catarse, a PISEAGRAMA reformulará seu site, que já possui as edições antigas da revista, que contará com opções para tradução, conteúdos audiovisuais, mapas interativos, infográficos e etc. Além disso, ajudaremos a PISEAGRAMA a consolidar sua rede de colaboradores e a atrair novos assinantes, gerando, para além do dinheiro, o público necessário para que a publicação se sustente e siga em frente para difundir mais conteúdo de boa qualidade mundo afora.

O que você ganhará apoiando ela?

Participando da iniciativa no Catarse, além de apoiador, você se tornará assinante da revista. Isso quer dizer que você receberá na sua casa as próximas duas edições da revista por um custo menor do que o da compra direta. Contribuindo com mais, você pode presentear amigos e receber, além das novas revistas, outros produtos PISEAGRAMA (bolsas, livros, adesivos).

Alcançando a meta de financiamento, contribuiremos para que a sociedade continue tendo uma publicação independente e sem amarras a qualquer instituição ou pessoa.

As cidades precisam de mais grama para pisar! PISEAGRAMA!

Clique aqui e apoie o projeto no Catarse.

Texto também publicado no Mobilize.org.

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