Um dia de muita saúde, força e paciência às trabalhadoras e trabalhadores. E luta!

Meu desejo, nesse 1/5, dia do trabalhador(a) – e não dia do trabalho! – é de muita, muita força, paciência e saúde àqueles que estão no front do enfrentamento ao coronavírus, àqueles que de alguma forma precisam trabalhar nesse momento em que ficar em casa é o melhor remédio social – e científico – que temos, àquelas e aqueles que estão em casa, que trabalham e os que já trabalharam.
Para simbolizar e materializar os meus desejos nesse dia, destaco dois grupos de trabalhadores que são importantíssimos à cidade e com os quais me relaciono de formas distintas.
1) os entregadores e entregadoras de mercadorias. Há muitos anos, e cada vez mais, bikeboys e motoboys, ou ciclomensageiros e motofrentistas, estão presentes na rotina urbana, levando desde bens fundamentais à vida, como um remédio à senhora de 80 anos que mora no alto de um morro e não consegue mais caminhar, às coisas mais corriqueiras, como pizza, bebidas alcóolicas etc.
2) as catadoras e catadores de materiais recicláveis. Há anos, e cada vez mais, como os entregadores, catadores têm sido vitais para a saúde coletiva dos centros urbanos, das cidades. Boa parte delas e deles ainda exerce seus trabalhos à margem do Estado, que os excluí propositalmente, sem qualquer tipo de garantia, direitos, reconhecimento.
Para além de ‘coletar”, eles têm um trabalho social, político, técnico e ambiental que normalmente passa despercebido à sociedade e, como eu disse, é vital para nós.
Qual? Ao coletarem os materiais recicláveis, os catadores e catadoras evitam que uma parcela, ainda pequena, de resíduos sejam enviadas ao aterro sanitário Macaúbas, em Sabará (sim, BH envia a maior parte do seu ‘lixo’ para Sabará!, mediante contrato entre as duas prefeituras), sem um tratamento adequado para que o resíduo, ao se decompor, evite liberar CH4, o metano, na atmosfera, potencializando o aquecimento global, as mudanças climáticas.
Ou seja, os catadores, ao coletarem, tratarem e reciclarem os resíduos, o lixo (!!!), contribuem – e muito – para que não emitamos ainda mais gases causadores do efeito estufa em BH e no mundo inteiro.
E…Você já pensou qual a conexão entre entregadores e catadores? Como a vida destas dezenas de milhares de pessoas estão integradas à cidade? E durante a pandemia, como tem ficado essa relação? Quem pode ser o vetor de transmissão entre entregadores e catadores?
Nos próximos dias, semanas, a partir de uma década de ácumulo de conhecimento e articulação com pessoas, iniciarei uma série de debates coletivos e colaborativos que ajudarão a (nos) guiar na construção de respostas mais profundas a estas questões, à formulação de novas perguntas, ao avanço do Estado Democrático de Direito com a inclusão de pessoas que, por vezes, são propositalmente invisibilizadas pelo que chamamos por aí de capitalismo e pelo Estado, que deveria defendê-las, protegê-las, promovê-las.
Que durante e pós pandemia, lutemos para que entregadoras e catadores sejam reconhecidos pelo TRABALHO que fazem, que tenham seus direitos e benefícios garantidos aqui, em MG, no Brasil.
#1demaio #guicomenta
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