A luta preliminar: coronavírus – E a próxima?

Por Guilherme Tampieri
No round preliminar, estamos tomando uma surra do coronavírus, na LUTA PRELIMINAR, embora estejamos reagindo. O vírus e a doença nos mostraram o quanto estamos longe de sermos resilientes às mudanças abruptadas e inesperadas.
No entanto, a luta principal está por vir, o adversário, as mudanças do clima, é mais forte, tem golpes mais incertos e tem um poder destrutivo que não controlamos com vacina, isolamento social e o que temos usado até agora
Imagine você as próximas pandemias por vírus, cujas doenças, como a #COVID_19, são transmitidas pessoa-pessoa. Qual a principal recomendação para contermos o #coronavírus? Afastamento social.
Agora…
Pense nos impactos dos eventos extremos (grandes chuvas, de terremotos, de grandes ondas): destruição. O que as pessoas precisam fazer para salvarem-se? Correr de suas casas para abrigos seguros, por vezes raros. O que tem nesses abrigos? Muitas pessoas correndo dos eventos extremos.
Imagine a confluência de uma pandemia, como o corona, em que as pessoas precisam ficar em casa para se salvarem, e um evento extremo ligado às mudanças do clima, em que as pessoas precisam ir para longe de suas casas e mesmo cidades.
Essas confluências já estão aí e o estrago delas será ainda mais devastador. Em algumas semanas, iniciam-se as temporadas de furacões no Atlântico Norte. A temporada de tornados, como o Katrina, já começou.
Trazendo mais para perto, iniciou-se a temporada da dengue em Minas Gerais (algumas semanas depois das chuvas, como todo ano). Já tivemos cinco mortes em MG e mais de 51.000 casos.
O aumento da ocorrência de dengue, como aponta a Análise de Vulnerabilidade às Mudanças Climáticas do Município de Belo Horizonte, é uma das CONSEQUÊNCIAS das mudanças do clima na capital mineira, assim como outras doenças transmitidas por vetores, as inundações e deslizamentos (vividos por nós em 2020) e as ilhas de calor.
Para o coronavírus, foi declarada emergência. A gente precisa declarar também a #emergênciaclimática, como nação, mineiros, como belo-horizontinos, no interno de cada um de nós. Ou não será. Ou não seremos.
Parece trágico. E é. E, como eu disse, não há vacina. E não há mais tempo de reação que não seja hoje.
Imagem: The Economist – Tradução própria
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