Exposição ‘I Vélib’ I can Fly’, em Paris

Em cidades em que há investimento e incentivo ao uso da bicicleta enquanto modo de transporte, iniciativas que têm a magrela como temática aparecem por todos os lados e nos diversos setores sociais: governo, sociedade civil, academia, empresas e no espaço comum entre e destes também.

Em Paris, uma destas iniciativas é a exposição “I Vélib’ I can Fly”. Em mais uma boa mistura entre arte e bicicleta, dentro do [lindo] prédio da prefeitura da Cidade Luz, a exposição teve sua abertura no dia 2 de abril e irá até 16 de maio, com entrada gratuita.

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Dei a sorte de ir à inauguração do evento, que contou com serigrafia e distribuiçao de drinks batidos num cicloliquidificador (liquidificador que gira à base da energia gerada pela bicicleta). Todavia, nesse dia minha câmera deu defeito e não consegui registrar. Para deixar guardada na minha memória [digital], voltei à exposição alguns dias depois para fazer fotos dos [belos] quadros. Todos eles [os quadros] são relacionados com bicicleta e/ou Paris, de alguma forma.

Além da exposição, o espaço conta com uma pequena boutique de livros, camisas, utensílios domésticos e outras coisas ligadas ao Vélib’, à bicicleta e ao ambiente urbano de Paris.

As obras expostas são de artistas do coletivo ARTCRANK, dos Estados Unidos, que tem uma missão interessante: “usar a criatividade para mudar a o que as pessoas pensam sobre as bicicletas e fortalecer a comunidade de ciclistas.”

Ao ver os ao vivo por duas vezes quadros e depois as fotos deles, senti a sensação de liberdade que emana dentro de mim quando pedalo e, ao mesmo tempo, a aflição que perpassa pelo meu eu quando me pego analisando os problemas urbanos da minha (e de outras) cidade: Belo Horizonte.

Uma outra percepção, não só de olhar as obras, mas de participar da exposição, se tornar nítida para quem conhece um pouca política de mobilidade urbana por bicicletas de Paris: o Vélib’ é a bicicleta chefe nesta política e, ao mesmo tempo, o xodó dos agentes de marketing da prefeitura. Alguns dirão: “qual o problema? É bicicleta! É meio de transporte!”. O problema é o custo desse sistema aos parisienses, a falta de transparência na gestão do mesmo, a sua eficiência se comparado a outras formas de promoção deste modal e outros tantos. Falarei disso em um outro dia (quando tiver mais acesso aos dados quase são quase de segurança nacional).

Para quem não conseguiu estar presente na exposição e quiser ver as 19 obras, elas podem ser vistas clicando aqui.

PS: não sou fotógrafo.

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Um pensamento sobre “Exposição ‘I Vélib’ I can Fly’, em Paris

  1. marbhcelo disse:

    Também tive a oportunidade de ir à exposição e gostei muito das imagens e do imaginário por trás delas. Desconstruir e reconstruir uma cidade a partir da bicicleta (não qualquer uma, mas a bicicleta que se tornou uma marca da cidade) trouxe-me a sensação de um encontro bastante familiar e muito querido… o encontro com pedalar em Paris!

    Curtir

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